Conferências Internacionais

Resumo da aula sobre Conferências
Internacionais.

Clique no link
http://www.slideshare.net/iracemap/conferncias-internacionais-7102480

Professora,
Simone

Texto – trabalho

Querido Aluno

Esse texto e essa imagem tem como objetivo auxiliar a sua aprendizagem. Veja  com atenção e elabore um desenho parecido com o da imagem.

 Beijos

Simone Fonseca

O que é uma Bacia Hidrográfica?

É uma área que funciona como se fosse um funil. Toda água que cai com a chuva escorre para um único rio ou lago. Esta área física é uma importante unidade de planejamento e de execução de atividades sócio-econômicas, ambientais, culturais e educativas.

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Tipos de mapa

BLOG DE GEOGRAFIA 6º ANO

Querido Aluno

Esse texto tem como objetivo auxiliar a sua aprendizagem. Leia com atenção e faça uma colagem no caderno com alguns tipos de mapa.

 Beijos

Simone Fonseca

Mapas

A localização de qualquer lugar na Terra pode ser mostrado num mapa. Mapas são normalmente desenhados em superfícies planas em proporção reduzida do local da Terra escolhido. Nenhum mapa impresso consegue mostrar todos os aspectos de uma região. Mapas em contraposição a foto aéreas e dados de satélite podem mostrar muito mais do que apenas o que pode ser visto. Podem mostrar, por exemplo: concentração populacional, diferenças de desenvolvimento social, concentração de renda, entre outros. Os mapas, por sua representação plana, não representam fielmente um mundo geóide como a Terra, o que levou cartógrafos a conceberem globos, que imitam a forma da Terra.

Os mapas mais comuns são os políticos e topográficos, o primeiro representando graficamente os continentes e as fronteiras entre os países e o segundo representando o relevo em níveis de altura (normalmente também incluindo os rios mais importantes). Para desenhar mapas cartográficos depende-se de um sistema de localização com longitudes e latitudes, uma escala, uma projeção e símbolos. Hoje em dia, boa parte do material necessário ao cartógrafo é obtido de sensoriamento remoto com foto de satélite ou aerofotometria. No projeto RADAM – que mapeou o Brasil nas décadas de 70 e 80 – usou-se mais de aerofotometria e os primeiros mapas novos do país estarão saindo do IBGE em 1996. O departamento de cartografia da ONU é responsável pela manutenção do mapa mundial oficial em escala 1/1.000.000 e todos os países enviam seus dados mais recentes para este departamento.

Trabalho – Cidades Mundiais

Querido Aluno

Para auxiliar sua curiosidade, listei as principais cidades mundiais.  Veja e escolha uma delas para se aprofundar e realizar uma pesquisa.

Beijos

Simone Fonseca

 

Na lista As Dez Maiores Cidades do Mundo, você encontra outra lista feita levando-se em conta somente a população da cidade.

1 – Tóquio – Japão – 35,67 Milhões de habitantes

2 – Nova York – EUA – 19, 04 Milhões de habitantes

3 – Cidade do México – México – 19,02 Milhões de habitantes

4 – Bombaim – Índia – 18,97 Milhões de habitantes

5 – São Paulo – Brasil -18,84 Milhões de habitantes

6 – Nova Delhi – Índia – 15,92 Milhões de habitantes

7 – Xangai – China – 14,98 Milhões de habitantes

8 – Calcutá – Índia – 14,78 Milhões de habitantes

9 – Daca – Bangladesh – 13,48 Milhões de habitantes

10 – Buenos Aires – Argentina – 12,79 Milhões de habitantes

Leitura e Reflexão

Querido Aluno

 Passeando pela rede achei este material muito legal e coerente com o nosso objeto de estudo deste bimestre. Leia com atenção e depois responda as perguntas.

Beijos Simone Fonseca

África Branca

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A África do norte ou África branca é marcada pelo predomínio da população árabe que chegou ao norte do continente durante o processo de expansão do islamismo, com o objetivo de difundir a fé muçulmana. Fazem parte da África branca: Egito, Sudão, Líbia, Marrocos, Argélia, Tunísia, Mauritânia e Saara Ocidental.

Características regionais da África do norte

Sudão: é essencialmente agrícola. A agropecuária responde por 40% da riqueza nacional, empregando a grande maioria da população economicamente ativa do país. Os principais cultivos são de cana-de-açúcar e de algodão, além da pecuária de bovinos e ovinos. A industria é restrita ao setor alimentício e têxtil.
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Mauritânia: desenvolve a atividade agropecuária, os principais cultivos são o arroz e sorgo, com destaque também para a criação de carneiro e de aves domésticas, e ainda beneficia-se da exploração mineral, em especial do ferro.

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Líbia: exploração do petróleo, há industrias dos ramos químicos e petroquímicos, de material de construção, têxtil e alimentício. Possui uma expressiva renda per capita, comparável à de países com médio desenvolvimento humano. As consideráveis divisas obtidas com a exploração de petróleo explicam a elevada renda per capita, que, contudo, fica concentrada nas mãos de uma pequena parcela da população.

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Egito: o rio Nilo é fonte de vida e de trabalho do povo egípcio. Alem de irrigar áreas extensas, a barragem também garante o abastecimento de água e de energia elétrica a população. A agricultura é desenvolvida com o emprego de técnicas tradicionais. Os principais produtos cultivados são: cana-de-açúcar, algodão, cravo-da-índia, milho, arroz, trigo e tomate. O parque industrial do Egito tem destaque regional e continental por sua diversidade e nível tecnológico. Alem da produção petrolífera, que abastece o setor petroquímico, existem industrias metalúrgicas, têxteis, de tabaco e alimentícia. O Egito conta com um desenvolvido setor de transportes. O turismo também contribui e muito para o país.

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Para refletir·
Por que o Egito é considerado a dádiva do Nilo?

Argélia: o país já esteve em melhores condições econômicas mas devido a queda do preço do petróleo no mercado mundial o país não conseguiu se reergue. Possui na Argélia industrias do tipo petroquímicas, exportam petróleo e gás natural.

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Marrocos: essencialmente agrícola cultiva: grãos, tomate, flores e frutas cítricas. A pecuária, praticada nas montanhas, é outra atividade econômica importante, com destaque para o rebanho ovino. A economia é desenvolvida também para a área têxtil e turismo.

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Tunísia: de toda a África do norte é o país menos populoso, mas é o que tem o melhor IDH. Devido à sua localização e à instabilidade e tensão política que reinam nos vizinhos, está se tornando o centro do turismo no deserto. Essa atividade corresponde a grande parte da produção da renda nacional. As principais indústrias são do ramo têxtil, alimentício, metalúrgicos e petroquímicos.Foi o primeiro país africano a ter um movimento pelos direitos da mulher. Existe ainda na Tunísia um baixo índice de analfabetismo devido aos programas educacionais.

Reflita
· Será que a educação, algo de preocupação do governo da Tunísia influencia de alguma forma para o desenvolvimento do país? Comente.

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Principais atividades econômicas da África do Norte

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Reflita
· Já sabemos que no continente africano possui diversas reservas de petróleo, mas porque o país não se desenvolve economicamente diante deste recurso energético?

Texto para reflexão

Olá queridos alunos, separei três temas atuais, com grandes possibilidades de aparecerem no vestibular. Eles já vêm em notoriedade em jornais e revistas especializadas faz algum tempo, porém muitos textos e comentários fogem do que realmente está acontecendo.

Fiquem atentos e comentem quando quiserem.

 

Saudações geográficas!  Prof.: Jonatas Santos

 

 

 

O primeiro é sobre a questão hondurenha; indico a leitura desse texto de opinião, de dois professores da UFRJ, onde eles se posicionam sobre o assunto. Mais pra frente entraremos nos dois próximos temas.

 

 

 

Por dentro do Golpe

“Foi no domingo, 28 de junho, que a democracia latino-americana se viu mais uma vez ameaçada pelo braço da repressão. O golpe militar que prendeu e exilou Manuel Zelaya, ex-presidente de Honduras, e conduziu ao cargo o então chefe do Congresso, Roberto Micheletti, colocou o país da América Central em destaque no cenário mundial e reacendeu a discussão acerca da fragilidade das instituições democráticas na região. 

A reação foi imediata: Hugo Chávez, presidente da Venezuela vítima de uma tentativa de golpe em 2002, manifestou apoio a Zelaya. Outros chefes de Estado da América Latina, entre eles o presidente Luís Inácio Lula da Silva, também se mostraram preocupados com a situação hondurenha. A Organização dos Estados Americanos (OEA) repudiou o golpe militar e, depois de uma sessão convocada em caráter de emergência, suspendeu Honduras. Também a Organização das Nações Unidas (ONU) condenou a prisão de Zelaya e pediu sua restituição ao antigo cargo.

O golpe militar aconteceu como reação ao plebiscito, a ser realizado no próprio dia 28, no qual a população decidiria ou não pela convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte em 2010, cujo objetivo principal seria a elaboração de uma nova Constituição para Honduras. Entre outras coisas, a nova Carta Magna permitiria a terceira candidatura de Zelaya à Presidência do país e ampliaria a democracia participativa do povo hondurenho.

Mas que outros motivos podem explicar a atual situação política de Honduras? A atuação dos militares hondurenhos abre precedentes para novos golpes na América Latina? A pressão internacional para que Zelaya seja reempossado pode surtir efeito? Para responder a essas e outras questões, o Olhar Virtual conversou com Franklin Trein, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), e Roberto Leher, professor da Faculdade de Educação (FE) e 1º vice-presidente da Seção Sindical de Docentes da UFRJ (Adufrj), que, na última semana, organizou uma moção de apoio ao povo hondurenho. Confira!”

“Talvez o melhor desfecho de toda esta crise venha a ser o desmascaramento dos verdadeiros interesses, econômicos e políticos, por trás do golpe”

Franklin Trein
Professor do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS)

“No meu entender a única novidade nos fatos ocorridos recentemente em Honduras é, até agora, a aparente não-participação direta do governo dos Estados Unidos, que, ao não atribuir legitimidade aos militares golpistas e declarar que considera Manuel Zelaya ainda o presidente do país, rompe com uma tradição de intervenção nos assuntos internos hondurenhos que começou no final do século XIX. Em outras palavras, há mais de um século os capitais norte-americanos, liderados pela então United Fruit Co., se apossaram de enormes extensões de terra, monopolizaram a produção de frutas, tomaram conta dos transportes ferroviários, da navegação de cabotagem e de longo curso, ocuparam os portos, e por fim governaram o país impondo governos ditatoriais, militares ou civis, promovendo eleições sempre fraudadas, dando golpes para destituir governos que deixavam de ser serviçais. As Forças Armadas norte-americanas e agentes civis dos Estados Unidos agiram diretamente em território de Honduras ou treinaram e apoiaram militares e civis hondurenhos na prática de assassinatos, torturas, desaparecimentos, expulsão do país de todo aquele que se opusesse aos seus interesses. Foi assim durante décadas e principalmente no período em que forças revolucionárias lutavam para derrubar a ditadura de Somoza na vizinha Nicarágua. Perdida a Nicarágua para os Sandinistas, Honduras, que já cumpria um papel importante, se tornou o principal centro de irradiação das operações político-militares dos Estados Unidos na América Central e no Caribe, onde os seus interesses econômicos são defendidos por todos os meios e, quando necessário, com intervenção militar direta.

O presidente Manuel Zelaya, que assumiu a presidência de Honduras em 27 de janeiro de 2006, foi eleito com o apoio de seu partido, o Partido Liberal, e de outras agremiações de centro e centro-direita. O fato de portar o nome Zelaya, que lembra o movimento dos camponeses liderados por Lorenzo Zelaya, assassinado em 1965, talvez tenha contribuído para que Manuel Zelaya, pouco a pouco, começasse a olhar para o povo sofrido de seu país. O diálogo com o presidente Chávez e com outros líderes mais à esquerda na América Latina certamente desagradou a classe dominante hondurenha, um grupo social muito reduzido – 230 proprietários detêm 75% das terras agricultáveis –, sempre intimamente ligado às Forças Armadas e às Forças de Segurança nacionais.

O fato novo, neste momento, é a declaração do presidente Obama (presidente dos EUA) de que não reconhece o governo que se instalou em Tegucigalpa. Isto, no entanto, não é sinônimo de que os Estados Unidos, através de seus agentes tradicionais, tenham deixado de intervir na região e não estejam envolvidos em mais um golpe contra a frágil democracia hondurenha.

Não vejo hipótese de o presidente Zelaya voltar ao poder por simples pressão da comunidade internacional. Qualquer solução, que não seja a permanência dos golpistas no poder, terá que ser negociada.

Talvez o melhor desfecho de toda esta crise venha a ser o desmascaramento dos verdadeiros interesses, econômicos e políticos, por trás do golpe. Assim, enquanto o presidente Obama ocupar a Casa Branca, com o apoio de lideranças progressistas na América Latina e também de outras regiões, as forças políticas mais à esquerda em Honduras poderão ter espaço para ganhar alguma coesão social e política, que permita, no futuro próximo, dar ao país um destino de mais justiça, liberdade e desenvolvimento.

Honduras, um país pobre, saqueado todos os dias ao longo de sua história, permanentemente desrespeitado em sua soberania, com seus pouco menos de seis milhões de habitantes, tem um déficit de alimentos, de habitação, de escolas, de saneamento e uma dívida pública que fazem dele portador de um dos mais baixos índices de desenvolvimento humano de todo o Continente.”

“É crucial que os movimentos possam defender o direito a plebiscitos democráticos e à democracia participativa, para que as reformas possam seguir avançando contra a mercantilização de todas as esferas da vida”

Roberto Leher
Professor da Faculdade de Educação (FE)

“Todo golpe militar é um duro golpe na débil democracia latino-americana, uma democracia que está baseada na separação radical das esferas política e econômica. Toda tentativa de alteração da ordem econômica abortada por golpes é, nesse sentido, um severo golpe contra a democracia. Não creio que o golpe militar em Honduras abra precedente de novos golpes em curto prazo, mas em médio e longo sim. Não podemos nos esquecer de que este golpe não é um raio em céu azul, pois antes houve tentativas de golpes na Venezuela, contra Chávez, e na Bolívia, contra Morales. Enquanto as contradições da crise e do padrão de acumulação puderem ser manejadas pelo social-liberalismo, Obama dificilmente apoiará abertamente qualquer intento golpista. Mas caso a crise leve de roldão a popularidade dos governos social-liberais (como Lula da Silva, Tabaré Vásquez, Bachelet, Kirchner, entre outros) e, ainda, caso os países da Aliança Bolivariana das Américas (ALBA) — Venezuela e Bolívia, especialmente — aprofundem as transformações antimercantis, todas as possibilidades estarão abertas. Não é ocioso lembrar que a Crise de 1929 conduziu ao fascismo e à Segunda Guerra Mundial. Saídas pela direita e com a força não podem ser descartadas.

A situação em Honduras não é, entretanto, uma resposta da direita ao movimento esquerdista verificado em alguns países da América Latina nos últimos anos. Os atores que impulsionaram o golpe e a natureza do conflito corroboram a leitura de que se trata de um conflito intraburguês.  A esquerda socialista hondurenha é pequena e sua representação parlamentar é diminuta. Não se trata de um confronto direita e esquerda no sentido forte da palavra, mas de um confronto que mostra que os limites para as reformas dentro da ordem estão cada vez mais estreitos, exigindo estratégias que avancem para reformas contra a (e fora da) ordem, visto que as frações burguesas dominantes não estão dispostas a ceder nem um milímetro. O afastamento dos setores dominantes do governo de Zelaya passou a assumir um caráter beligerante após a aprovação da elevação modesta do salário mínimo.

A repressão está duríssima, lideranças estão sendo presas, não há liberdade de imprensa com as corporações no controle das mesmas. Preocupa-nos o antecedente de um golpe, no momento em que o processo de crise do capitalismo mostra toda a sua profundidade. Em suma, temos compromisso com a democracia na América Latina e no mundo, e não podemos nos silenciar diante de um acontecimento tão grave.

Precisamos dar visibilidade ao acontecimento, enfrentar as inverdades dos meios de comunicação que insistem em associar o golpe a um suposto levante de Zelaya em prol de um novo mandato, sustentando a legitimidade de uma aproximação do país com o projeto da ALBA, caso seja essa a vontade popular. É crucial que os movimentos possam defender o direito a plebiscitos democráticos e à democracia participativa, para que as reformas possam seguir avançando contra a mercantilização de todas as esferas da vida e, não menos importante, que os movimentos acompanhem a integridade física de cada militante social hondurenho, denunciando veementemente prisões e perseguições. É importante repudiar a quebra do princípio constitucional de que as forças armadas não podem se imiscuir nos conflitos políticos internos dos países. Os movimentos podem ter um importante protagonismo na exigência de que o governo Obama e a OEA, mais do que declarações abstratas, empreendam ações efetivas contra os golpistas.” 

                                                                                  Olhar virtual – Ufrj – 2009

Problemas populacionais do mundo de hoje

Querido Aluno

 Li este texto na internet e achei bastante coerente, com as nossas discussões sobre os problemas populacionais do mundo hoje.  Leia o texto com atenção e depois elabore , uma síntese crítica.  Entregue até dia 27/10.Beijos . Simone

                            A CRISE POPULACIONAL

Os estudiosos de todos os tempos têm se dedicado ao problema dos conglomerados de seres humanos e seus reflexos na economia, sociologia e política, desenvolvidos por estas comunidades. Sabe-se que as populações vivem de acordo com as condições daquele ambiente em termos de alimentação, vestimentas, habitação e muitos outros elementos que a comunidade precisa. Pois, isto conduziu a preocupações incomensuráveis por pessoas que sentiam que, se as coisas continuassem do jeito como estavam, os problemas iriam causar dificuldades bem mais catastróficas do que pensavam. Estas questões têm deixado as autoridades ligadas aos problemas populacionais, numa situação de grande perplexidade e constante vigilância quanto à população urbana e/ou rural, numa ligação direta com a produção de alimentos para esta população que cresce descontroladamente.

Assim sendo, o crescimento populacional desordenado, desde época remota, já era uma preocupação dos seus dirigentes, no caso de países ou conglomerados de pessoas. Os mais primitivos povos da crosta terrestre sentiam os problemas que causariam a superpopulação, devido à produção deficiente ou que tornasse insuficiente com a crescente chegada de novos habitantes em forma de nascimentos. Pois, como menciona Malthus (1798), em seu livro Ensayo sobre el Principio de la Población, Aristóteles e Platão também haviam pensado neste problema, porque, talvez sentissem a sua intromissão intelectual no povo que os rodeava. Como por exemplo, pode-se citar a miséria, a questão da habitação, o problema da saúde e muitos outros fatores que levassem os pais de família ou administradores de região, ou nação a refletirem sobre esse tipo de questão que abate a alma de cada pessoa.

A delimitação de um tamanho ótimo de população constitui uma das questões dos cientistas que trabalham neste campo, bem como dos governantes das nações superpovoadas, visto que um estudo pormenorizado de todas as regiões terá que ser levado em conta, porque muitas variáveis estão em jogo com seus mínimos detalhes.

O mundo tem passado por várias fases de super povoamento, sendo combatidas de muitas maneiras inadequadas e impróprias, como se pode observar na história, o caso das tribos primitivas, com a prática de infanticídios, ou mesmo o aborto. Já no século atual, tem-se o caso da china que tentou conter a sua população pela prática da castração do chefe da família que ultrapassasse um certo limite de rebentos; pois, esta nação é a mais populosa do mundo e é lá onde estão as maiores misérias populacionais do mundo moderno.

Ao voltar um pouco para a cronologia histórica podem-se constatar as guerras que exerciam grande controle da população, com grandes estragos ao ser humano de maneira cruel e fria. As guerras não são instrumentos do passado para conter a população, perduram até hoje e creia-se que permanecerão na mente do homem até tempos imemoráveis da humanidade. São maneiras desaconselháveis; mas, incontestavelmente exercem um grande controle sobre o crescimento da população que cresce desajustadamente sem rumo.

Diante esta penúria que passou e passa o povo de todas as épocas, surgiram estudiosos que dedicaram longo tempo de trabalho, detalhando o problema dos vários ângulos possíveis e discutindo-o para que o mesmo tivesse, talvez não uma extensão; mas, houvesse um freio nos nascimentos para que a miséria e todos os males que maltratam a população fossem reduzidos e, na medida do possível, exterminados do meio da comunidade terrestre. Foi aí onde nasceu a teoria de Malthus com sua intensa preocupação em educar o povo a ter um planejamento familiar e ter um nível favorável de subsistência. Com o surgimento dessa teoria, seguiram, nas diversas partes do mundo, grandes debatedores do assunto, como foi o caso de Child, Petty, Bordon, Davenant e muitos outros que até nos tempos modernos são conhecidos como populacionistas de bastante envergadura.

O grande crescimento populacional que começara a ser estudado, estava fazendo eclodir uma série de problemas difíceis de solução, pelo menos no curto e médio prazos, porque era a fome e a miséria que estavam crescendo dia a dia pela proliferação dos rebentos que chegavam e muito cedo se casavam. Como bem menciona MALTHUS (1798)[1]; pois,

a população está em função do nível de subsistência e sem pelo menos esse meio de vida; maiores calamidades virão abalar o mundo do futuro, se bem que se constata esse modelo nos dias atuais.

Sem dúvida, os anos se passaram esse diferencial continuou a existir; não houve esse aumento exagerado da pobreza preconizada por Malthus; porém, devido ao tempo o mundo já deveria ter acabado; no entanto, foram criando outras oportunidades de sobrevivência e a população ainda sobrevive.

No século de hoje (XX), a explosão demográfica se deu no pós-guerra, sendo que para os países subdesenvolvidos, esse crescimento foi três vezes maior que os países industrializados, capitalistas e socialistas, visto que estes países procuraram os mais variados artifícios para conter o crescimento populacional ou pelo menos, deixá-los estacionados. Os artifícios usados são para os países desenvolvidos, no sentido de diminuir a natalidade e manter o crescimento da população moderado; pois, a causa desse crescimento, nos países subdesenvolvidos decorreu de uma queda no nível de mortalidade, mantendo-se constante o nível de natalidade e isto se ver no crescimento de 3% ao ano, enquanto os desenvolvidos só cresceram a uma taxa de 1% ao ano.

Para manter caindo o nível de mortalidade no pós-guerra que implicou no crescimento da população, foi a erradicação de doenças, com a criação de meios que o fizeram com eficiência como o D. D. T. que procurou eliminar as malárias; com o melhor abastecimento de água potável; melhores comunicações e meios de transportes; assistência médico-hospitalar mais difundida; a criação de antibióticos; vacinação e níveis de renda mais altos com melhorias de dietas, para que os países tivessem um aumento na renda per capita, quer dizer, um crescimento de população com desenvolvimento econômico, e se constata isto, hoje mesmo nos países subdesenvolvidos.

No caso brasileiro, tem-se uma área bastante vasta para habitação; mas, deve-se levar em conta uma série de fatores que dêem ao ser vivente, pelo menos, um meio de subsistência, mesmo assim, a partir de 1930, tem-se notado um bom crescimento da população brasileira. Os vários métodos criados pela medicina e aplicados no Brasil, como é o caso da vacina, de antibióticos e outros, bem como a doutrinação quanto à dieta aplicada no país, trouxe bons resultados quanto ao crescimento populacional; porém, tem preocupado as autoridades governamentais quanto a criação de empregos, meios de habitação, transportes, educação e saúde e, ainda mais, os mercados para a manutenção da demanda interna presente e futura.

A população brasileira, como se sabe, tem aumentado, tanto na zona rural como na urbana; no entanto, a migração constitui um dos pontos que fazem com que a zona urbana aumente mais do que a zona rural; dadas às condições precárias da vida do campo. Entretanto, nas metrópoles aparecem os estrangulamentos, devido à alta oferta de mão-de-obra desqualificada que luta por um emprego nas cidades e, daí, surgiram os desequilíbrios regionais e preocupações das autoridades quanto ao aumento da população. Com isto, crescem os movimentos de contenção das populações, tanto do campo como da cidade, por causa do crescimento populacional ser maior do que as condições de alimentação deste povo.

Não foi somente de Malthus (1798) a preocupação com as taxas de crescimento populacional, devido às desigualdades econômicas e sociais caminharem de maneira incontrolável dentro dos sistemas institucionais. Especificamente, o capitalismo tem evoluído dentro da meta principal das concentrações e centralizações como previu MARX (1867); todavia, esta situação no mundo da iniciativa privada é uma questão de total desprezo ao ser humano. A população cresceu numa taxa geométrica, enquanto, a produção de alimentação a uma aritmética, causando um deficit que necessariamente culminará nas experiências que se têm hoje em dia, que é o caso de Biafra, Moçambique, as favelas do terceiro mundo e alguns outros países que sofrem as desgraças da fome e da miséria.

A crise populacional é coisa séria e precisa de muito debate e discussão, considerando que se reconhece a existência desses bolsões de miséria nos países pobres e não se procura fazer nada que tente amenizar a vida daquela população. Resolver tal problema, não é fazer doações àquele povo; mas, estruturar uma política que integre aquela gente a uma vida social normal com emprego, educação, pelo menos regular saúde e a oportunidade de participar de uma estrutura de governo sadia. No Brasil os bolsões de miséria não têm locais próprios encontram-se desde São Paulo até o Nordeste, onde são constantes, bairros extremamente pobres, até cidades sem condições de sobrevivência. Isto por falta de uma política populacional à altura de uma convivência paralela da classe rica com a classe pobre; sem a formação da classe dos mendigos e degredados.

Finalmente, o mundo da atualidade, convive com as diversas patologias criadas pela ganância, pela busca incessante ao lucro, pelo desejo do sempre querer mais e da inveja de possuir o que não tem condições de adquirir. São esses elementos que fizeram gerar a prostituição, aumentarem os roubos e os furtos, os seqüestros domésticos em cada país, assim como, os internacionais, tão comuns onde sobrevivem as guerrilhas. Essas questões são próprias de países com população desorganizada e desgovernada, ao considerar a formação de um povo que necessita de cooperação e mutualidade entre amigos que buscam o progresso em todos os sentidos. Desta feita, é preciso estudar cada vez mais a população, seu processo de crescimento e as condições de vida deste povo que precisa se adaptar a uma realidade de ser humano e natureza ambiental.

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